sábado, 10 de julho de 2010
Matéria para o Concurso CNN
Todo ano a CNN promove um Concurso de Jornalismo Universitário. Na edição de 2010 eu resolvi participar. Eis abaixo, a reportagem que fiz. Abordei o trabalho de Oneida Araújo, uma líder comunitária que faz de tudo para melhorar a comunidade em que vive.
E então, o que acharam?
segunda-feira, 8 de março de 2010
Como se forma um bom jornalista?*
Certa vez Gabriel García Márquez, escritor e jornalista cubano, afirmou: "A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha o besouro". Atualmente um ponto muito discutido no jornalismo é a questão ética. Muitos julgam que o jornalismo contemporâneo é cerceado por interesses privados, de forma que a tentativa de imparcialidade tem sido deixada de lado. Mas o bom jornalista sabe que, acima de tudo, seu dever de informar não pode ser velado e que ele deve buscar os vários lados da história. É o que afirma a estudante Luana Borges, do 6º período do curso de Comunicação Social: “o bom jornalista quer saber de tudo. Ele não fica satisfeito enquanto ele não descobre a verdade, enquanto não vê todos os pontos de vista. Ter sede de verdade é característica principal de um bom jornalista. Querer saber, de fato, o que aconteceu”, declara. Essa busca pela verdade nem sempre é simples, como observa a jornalista Alessandra Mello. Muitas vezes é necessário enfrentar governantes poderosos ou ir contra ao que a maioria afirma. Para tanto, ela cita a frase de Millôr Fernandes: “Jornalismo é oposição, o resto é balcão de secos e molhados”.
Essa sede de verdade é preponderante para qualquer jornalista, uma vez que passar informação é algo sério e que deve ser tratado com cuidado. Alessandra recomenda que o jornalista que quer fazer um trabalho de qualidade deve correr atrás da notícia sem medir esforços, sem ter preguiça, sendo curioso e tendo a “sacada” de perceber o que é mais importante num fato ou numa entrevista. Para ela, é essencial que o repórter tenha a “percepção da notícia”. Alessandra ainda completa: “O importante é conseguir no meio de tanta informação que você pegou ali e saber, isso aqui é o lead da matéria, isso aqui é a notícia. É atrás disso aqui que eu vou correr”. Além do mais, a Jornalista diz que a leitura é essencial. “Ler jornal, ler blogs, para assim, formar um olhar crítico sobre os fatos”, conclui.
Mas a formação do bom jornalista começa bem antes de sua inserção no mercado de trabalho. O jornalista que formou deve ter aproveitado ao máximo o que os quatro anos na Universidade lhe proporcionaram e absorvido todo o conhecimento que os professores lhe passaram. “Não depende do mercado. O mercado absorve bem os profissionais que aproveitaram o curso”, certifica Luana. O Professor do Curso de Comunicação da PUC, Jair Rangel concorda com essa questão: “Tem que se aventurar. O que vai fazer diferença de aluno para aluno é isso: quem se aventura mais, quem se esforça mais, quem leu mais, quem estudou outras coisas mais, quem teve pensamento científico, pensamento aberto, pensamento mais socializador e não meramente tentando reproduzir técnica”, observa.
Aliás, a técnica deve ser atrelada ao conhecimento geral, ao “pensamento socializador”. Jair diz que o jornalista não deve pensar que, apenas por ter um bom texto, ele é um bom profissional. “Tem que ter uma formação eclética, generalista, sem a necessidade de aprofundamento em tudo. Tem que saber escutar os setores onde ele transita e entender a lógica desses discursos todos”, conclui.Essa sede de verdade é preponderante para qualquer jornalista, uma vez que passar informação é algo sério e que deve ser tratado com cuidado. Alessandra recomenda que o jornalista que quer fazer um trabalho de qualidade deve correr atrás da notícia sem medir esforços, sem ter preguiça, sendo curioso e tendo a “sacada” de perceber o que é mais importante num fato ou numa entrevista. Para ela, é essencial que o repórter tenha a “percepção da notícia”. Alessandra ainda completa: “O importante é conseguir no meio de tanta informação que você pegou ali e saber, isso aqui é o lead da matéria, isso aqui é a notícia. É atrás disso aqui que eu vou correr”. Além do mais, a Jornalista diz que a leitura é essencial. “Ler jornal, ler blogs, para assim, formar um olhar crítico sobre os fatos”, conclui.
Mas a formação do bom jornalista começa bem antes de sua inserção no mercado de trabalho. O jornalista que formou deve ter aproveitado ao máximo o que os quatro anos na Universidade lhe proporcionaram e absorvido todo o conhecimento que os professores lhe passaram. “Não depende do mercado. O mercado absorve bem os profissionais que aproveitaram o curso”, certifica Luana. O Professor do Curso de Comunicação da PUC, Jair Rangel concorda com essa questão: “Tem que se aventurar. O que vai fazer diferença de aluno para aluno é isso: quem se aventura mais, quem se esforça mais, quem leu mais, quem estudou outras coisas mais, quem teve pensamento científico, pensamento aberto, pensamento mais socializador e não meramente tentando reproduzir técnica”, observa.
*Matéria que fiz para a disciplina Oficina de Comunicação Escrita, no 3º período.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
O caso Sean Goldman
Sean e David Goldman, antes de o garoto vir para o Brasil
Terminou na semana passada a luta incansável de um pai para ter de volta o direito de conviver com seu filho. O pai: David Goldman. O filho: Sean Goldman. A mãe de Sean, Bruna Bianchi, teria viajado com o filho para o Brasil após a separação do casal em 2004. e não retornado aos Estados Unidos. Alguns anos depois, ela se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva, com quem teve uma filha. Bruna morreu em 2008 durante o parto desta criança e após isso, a família materna de Sean e o padrasto, Lins e Silva, começaram a briga judicial em favor da guarda do garoto.
No caso de Sean, foi violado um dos tratados da Convenção de Haia, que determina que a criança que foi retirada ilicitamente do país de sua residência habitual deve retornar a esse país para que o juiz decida sobre o seu destino. Naturalmente, já era para Sean estar ao lado do pai nos Estados Unidos. Para quem não sabe, o padrasto do menino, João Paulo Lins e Silva, faz parte de uma das famílias de advogados mais influentes do Rio de Janeiro. Por isso toda essa confusão. Lins e Silva tentou de todas as formas manter a criança no Brasil. O jornalista Reinaldo Azevedo escreveu um post em seu blog sobre o assunto. Segue, abaixo, o trecho que ele fala da influência da família:
"E que se note, hein: digamos que o conjunto dos brasileiros pudesse realmente ser prejudicado porque duas famílias brasileiras resolveram desafiar as leis do Brasil, as leis dos EUA e as convenções internacionais: seria "justo" que lograssem seu intento e fossem bem-sucedidas? Ocorre que se trata apenas de uma mentira."
A família materna afirma que a decisão do Superior Tribunal Federal foi "cruel". Mas a atitude de Bruna, há cinco anos atrás, de separar o filho do pai, sem o consentimento deste, foi o que? Na primeira entrevista que a avó de Sean, Silvana Bianchi, deu ao Fantástico, ela afirmou que um dos motivos pelo qual ele deveria ficar no Brasil é a “ligação de sangue com a irmã que ele tem aqui”. Mas separar o menino do pai, pode?
Deixo claro que não tenho simpatia pelo ministro Gilmar Mendes (e um dos motivos é a opinião deste sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalista. Mas essa é uma outra questão que não vem ao caso no momento). Mas dessa vez, ele tomou a decisão correta.
Até entendo o lado da família brasileira de Sean. Mas é ilógico o menino ficar com os avós e com o padrasto sendo que o pai tem o desejo de criá-lo. E é direito dele!
Embora tenha demorado, a situação foi resolvida de maneira justa. Sean e David estão, finalmente, juntos.
Ps.: Antes que alguém venha com o argumento de “a mídia influenciou na sua opinião sobre o caso”, afirmo: o que penso sobre o caso é o resultado de conceitos próprios que tenho sobre família.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Aos mestres: aqueles que fizeram parte da minha vida
Hoje, no dia do professor tive um momento de nostalgia. Por alguns segundos passou pela minha mente toda a trajetória de minha vida escolar e agora me pergunto: o que seria de mim se não fossem alguns dos meus antigos e atuais professores?
A primeira lembrança de maestria que tenho é aos 6 anos, no 3º período, com a professora Cláudia. Aquela que me ensinou a ler. E minha própria mãe, que me deu aula, ainda no 2º período. Como não citar a Eliana (ou, 'tia Eliana') da 1ª série? Lembro-me também da Cláudia Kuschemberg, da 4ª série (pensa o que era pra uma criança de 10 anos escrever esse sobrenome!rs). No ensino médio, fase escolar mais marcante para mim, depois da faculdade, posso citar também o Márcio, que me fez gostar de biologia. O Ildeu e o Leonardo que penaram pra me ensinar física e matémática, respectivamente,rs. Eu tinha muita dificuldade! A Girlaine, que, com seu perfeccionismo, me ensinou as bases para se fazer um bom texto. Por causa dela eu aprendi de vez a usar a trema e até hoje acho estranho escrever "consequência" sem os 'dois pontinhos' em cima da letra 'U',rs. O Carlão que me fez apaixonar pela História. Por causa desse 'fofonildo' (era assim que ele chamava os alunos) eu pretendo, um dia, fazer graduação em História. Por vontade mesmo, apenas para me aprofundar na área. E a Cláudia Abreu, que embora não tenha me dado aula, era coordenadora do colégio. Ela me ajudou muitas vezes. Esses professores do Ensino Médio foram não apenas professores, mas meus amigos por um bom tempo. Guardo-os na memória até hoje. Quando me formei foi complicado imaginar que não teria mais professores-amigos por perto. Engano meu.
A primeira lembrança de maestria que tenho é aos 6 anos, no 3º período, com a professora Cláudia. Aquela que me ensinou a ler. E minha própria mãe, que me deu aula, ainda no 2º período. Como não citar a Eliana (ou, 'tia Eliana') da 1ª série? Lembro-me também da Cláudia Kuschemberg, da 4ª série (pensa o que era pra uma criança de 10 anos escrever esse sobrenome!rs). No ensino médio, fase escolar mais marcante para mim, depois da faculdade, posso citar também o Márcio, que me fez gostar de biologia. O Ildeu e o Leonardo que penaram pra me ensinar física e matémática, respectivamente,rs. Eu tinha muita dificuldade! A Girlaine, que, com seu perfeccionismo, me ensinou as bases para se fazer um bom texto. Por causa dela eu aprendi de vez a usar a trema e até hoje acho estranho escrever "consequência" sem os 'dois pontinhos' em cima da letra 'U',rs. O Carlão que me fez apaixonar pela História. Por causa desse 'fofonildo' (era assim que ele chamava os alunos) eu pretendo, um dia, fazer graduação em História. Por vontade mesmo, apenas para me aprofundar na área. E a Cláudia Abreu, que embora não tenha me dado aula, era coordenadora do colégio. Ela me ajudou muitas vezes. Esses professores do Ensino Médio foram não apenas professores, mas meus amigos por um bom tempo. Guardo-os na memória até hoje. Quando me formei foi complicado imaginar que não teria mais professores-amigos por perto. Engano meu.
Quando entrei na Universidade demorei um pouco pra me adaptar. Mas Daniela Valadares e Cacá (Carlos Falci), logo no 1º período, se encarregaram disso (involuntariamente e talvez nem saibam). Já acostumada com o ritmo da faculdade, lembro-me no 2º período do Rafael (engraçadíssimo), da Dulce (um doce de pessoa), da Marli (a inteligência personificada) e da Carmem (no início não gostei, confesso. Mas depois vi que hipermídia é uma matéria muito importante e ela soube passar isso muito bem). No 3º período tive contato com dois professores sensacionais: Ronaldo, professor de Ética (a inteligência personificada 2). Posso afirmar que foi o melhor professor de toda a minha trajetória escolar e acadêmica, não apenas por saber ensinar a matéria da melhor maneira, mas por tratar a todos com educação. Uma pessoa simplesmente excepcional! E Daniela Serra, que me passou boa parte do que eu preciso saber para fazer um bom texto jornalístico. Lembro das técnicas por ela ensinadas quase sempre no meu estágio. Um doce de pessoa. Nessa mesma época conheci a Alessandra Girard, que apesar de não ter me dado aula, foi minha coordenadora na agência da PUC (onde fiz monitoria). Aprendi muito sobre Comunicação com ela. Agora, já no meio do curso (4º período), me surpreendo cada vez mais com a competência do Mário Viggiano. Sei que sou suspeita pra falar da matéria dele (Teorias e Técnicas de Jornalismo), uma vez que amo Jornalismo. Mas ele passa não somente as teorias do Jornalismo. Nos mostra com vontade e bom humor alguns dos desafios enfrentados nessa profissão. Além de se preocupar de verdade com seus alunos (o que falta em boa parte dos professores atualmente).
Todos esses professores que citei, foram, são e sempre serão marcantes em minha vida. Pode ser que alguns deles eu não veja nunca mais. Mas de certa forma, todos ajudaram a moldar um pouco do que sou hoje. Se metade dos professores tivessem, pelo menos, algumas das características que eles têm, provavelmente a educação no nosso país seria bem diferente. Saibam que vocês são exemplos a serem seguidos. A todos dessa lista um MUITO OBRIGADA!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Pensamentos soltos, traduzidos em palavras
Hoje estou reflexiva. Algumas coisas têm acontecido comigo e confesso que estou um pouco confusa. Apesar de ser geniosa e ter uma personalidade forte, sempre fui de me preocupar muito com as pessoas, de prestar ajuda, de me colocar à disposição e de tentar não ter intriga com ninguém. São coisas pequenas, mas que sei que fazem a diferença pra algumas pessoas. Confesso, já tentei ser menos “boazinha”, mas não consegui; é da minha natureza ser assim. Sentimento e modo de agir ingratos às vezes. Muitos não reconhecem ou devem até pensar ser falsidade. Com isso você acaba ficando "no vácuo" com suas atitudes. Existem mais pessoas assim? Amo meus amigos e sei que, aqueles que realmente me têm como amiga também, reconhecem e retribuem.
Aliás, o que seria de mim sem eles? Existe uma música da Ludmila Ferber que diz “amigo se faz em tempos de paz, mas na angústia é que se prova o seu amor”. Fato. Obrigada, Deus, pelos amigos de verdade que o Senhor me deu.
Por falar em “amor”: palavra que ultimamente vem sendo usada com tanta frequência, mas muitas vezes da boca pra fora. Amor é coisa séria, se não sente, melhor não pronunciar um “eu te amo”. Não é verdade?
Enfim...palavras soltas, pensamento soltos...traduzidos em palavras.
domingo, 16 de agosto de 2009
Show do Jota Quest? Quero bis!

Há exatamente uma semana, eu estava no show da banda Jota Quest em Betim. Uma palavra pra resumir? Excelente! Pra quem é fã e pra quem não é fã, é um show bacana de ir! O repertório é variado, tem músicas antigas e novas - incluindo as do último cd,La Plata(2008). Rogério Flausino sabe animar o público e toda a produção do show é ótima. Bom, o show foi aberto com a música "So Special" (que tem quase um minuto de introdução! O que me levou a pensar que eles estavam passando o som,rsrs). Depois cantaram "La Plata", primeiro single do cd novo. Daí passaram às mais velhas cantando "Dias Melhores" e "Encontrar Alguém". Pra divulgar o novo trabalho cantaram a música: "6:30". Depois voltaram a cantar músicas antigas. E isso que eu achei mais legal no show. Eles não deixaram de cantar aquelas músicas que a galera realmente curte. No meio do show Flausino apareceu com uma bandeira de Minas Gerais: quer algo melhor de uma banda mineira pra se fazer num show em Minas?rs E não, o show não acabou! Continuou e prosseguiu por cerca de 40 minutos até finalizar com "Do seu Lado". Não sou super fã do Jota. Sempre gostei muito, mas depois desse show acho que mudei minha opinião,rs. Me orgulho de ver o que vem de Minas fazendo sucesso fora daqui. Eu quero de novo!
domingo, 24 de maio de 2009
A good thing



O que é isto? Aos poucos algo está mudando e tomando um espaço importante dentro de mim. Um sentimento. Não sei explicar o que, nem como, nem por que (impossível fazer um lead disso), só sei que é bom. E, de fato, está me fazendo bem. Um sentimento tão puro, que não me deixa angustiada ou desesperada pensando “o que vai acontecer amanhã?”. É tudo tão natural e ao mesmo tempo tão marcante. Tem me deixado tão feliz! Só me gera um questionamento: será?
Que seja feita a vontade de Deus...
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