segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O caso Sean Goldman




 Sean e David Goldman, antes de o garoto vir para o Brasil


Terminou na semana passada a luta incansável de um pai para ter de volta o direito de conviver com seu filho. O pai: David Goldman. O filho: Sean Goldman. A mãe de Sean, Bruna Bianchi, teria viajado com o filho para o Brasil após a separação do casal em 2004. e não retornado aos Estados Unidos. Alguns anos depois, ela se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva, com quem teve uma filha. Bruna morreu em 2008 durante o parto desta criança e após isso, a família materna de Sean e o padrasto, Lins e Silva, começaram a briga judicial em favor da guarda do garoto.

No caso de Sean, foi violado um dos tratados da Convenção de Haia, que determina que a criança que foi retirada ilicitamente do país de sua residência habitual deve retornar a esse país para que o juiz decida sobre o seu destino. Naturalmente, já era para Sean estar ao lado do pai nos Estados Unidos. Para quem não sabe, o padrasto do menino, João Paulo Lins e Silva, faz parte de uma das famílias de advogados mais influentes do Rio de Janeiro. Por isso toda essa confusão. Lins e Silva tentou de todas as formas manter a criança no Brasil. O jornalista Reinaldo Azevedo escreveu um post em seu blog sobre o assunto. Segue, abaixo, o trecho que ele fala da influência da família:

"E que se note, hein: digamos que o conjunto dos brasileiros pudesse realmente ser prejudicado porque duas famílias brasileiras resolveram desafiar as leis do Brasil, as leis dos EUA e as convenções internacionais: seria "justo" que lograssem seu intento e fossem bem-sucedidas? Ocorre que se trata apenas de uma mentira."

A família materna afirma que a decisão do Superior Tribunal Federal foi "cruel". Mas a atitude de Bruna, há cinco anos atrás, de separar o filho do pai, sem o consentimento deste, foi o que? Na primeira entrevista que a avó de Sean, Silvana Bianchi, deu ao Fantástico, ela afirmou que um dos motivos pelo qual ele deveria ficar no Brasil é a “ligação de sangue com a irmã que ele tem aqui”. Mas separar o menino do pai, pode?

Deixo claro que não tenho simpatia pelo ministro Gilmar Mendes (e um dos motivos é a opinião deste sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalista. Mas essa é uma outra questão que não vem ao caso no momento). Mas dessa vez, ele tomou a decisão correta.

Até entendo o lado da família brasileira de Sean. Mas é ilógico o menino ficar com os avós e com o padrasto sendo que o pai tem o desejo de criá-lo. E é direito dele!

Embora tenha demorado, a situação foi resolvida de maneira justa. Sean e David estão, finalmente, juntos.


Ps.: Antes que alguém venha com o argumento de “a mídia influenciou na sua opinião sobre o caso”, afirmo: o que penso sobre o caso é o resultado de conceitos próprios que tenho sobre família. 


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aos mestres: aqueles que fizeram parte da minha vida




Hoje, no dia do professor tive um momento de nostalgia. Por alguns segundos passou pela minha mente toda a trajetória de minha vida escolar e agora me pergunto: o que seria de mim se não fossem alguns dos meus antigos e atuais professores?
A primeira lembrança de maestria que tenho é aos 6 anos, no 3º período, com a professora Cláudia. Aquela que me ensinou a ler. E minha própria mãe, que me deu aula, ainda no 2º período. Como não citar a Eliana (ou, 'tia Eliana') da 1ª série? Lembro-me também da Cláudia Kuschemberg, da 4ª série (pensa o que era pra uma criança de 10 anos escrever esse sobrenome!rs). No ensino médio, fase escolar mais marcante para mim, depois da faculdade, posso citar também o Márcio, que me fez gostar de biologia. O Ildeu e o Leonardo que penaram pra me ensinar física e matémática, respectivamente,rs. Eu tinha muita dificuldade! A Girlaine, que, com seu perfeccionismo, me ensinou as bases para se fazer um bom texto. Por causa dela eu aprendi de vez a usar a trema e até hoje acho estranho escrever "consequência" sem os 'dois pontinhos' em cima da letra 'U',rs. O Carlão que me fez apaixonar pela História. Por causa desse 'fofonildo' (era assim que ele chamava os alunos) eu pretendo, um dia, fazer graduação em História. Por vontade mesmo, apenas para me aprofundar na área. E a Cláudia Abreu, que embora não tenha me dado aula, era coordenadora do colégio. Ela me ajudou muitas vezes. Esses professores do Ensino Médio foram não apenas professores, mas meus amigos por um bom tempo. Guardo-os na memória até hoje. Quando me formei foi complicado imaginar que não teria mais professores-amigos por perto. Engano meu. 

Quando entrei na Universidade demorei um pouco pra me adaptar. Mas Daniela Valadares e Cacá (Carlos Falci), logo no 1º período, se encarregaram disso (involuntariamente e talvez nem saibam). Já acostumada com o ritmo da faculdade, lembro-me no 2º período do Rafael (engraçadíssimo), da Dulce (um doce de pessoa), da Marli (a inteligência personificada) e da Carmem (no início não gostei, confesso. Mas depois vi que hipermídia é uma matéria muito importante e ela soube passar isso muito bem). No 3º período tive contato com dois professores sensacionais: Ronaldo, professor de Ética (a inteligência personificada 2). Posso afirmar que foi o melhor professor de toda a minha trajetória escolar e acadêmica, não apenas por saber ensinar a matéria da melhor maneira, mas por tratar a todos com educação. Uma pessoa simplesmente excepcional! E Daniela Serra, que me passou boa parte do que eu preciso saber para fazer um bom texto jornalístico. Lembro das técnicas por ela ensinadas quase sempre no meu estágio. Um doce de pessoa. Nessa mesma época conheci a Alessandra Girard, que apesar de não ter me dado aula, foi minha coordenadora na agência da PUC (onde fiz monitoria). Aprendi muito sobre Comunicação com ela. Agora, já no meio do curso (4º período), me surpreendo cada vez mais com a competência do Mário Viggiano. Sei que sou suspeita pra falar da matéria dele (Teorias e Técnicas de Jornalismo), uma vez que amo Jornalismo. Mas ele passa não somente as teorias do Jornalismo. Nos mostra com vontade e bom humor alguns dos desafios enfrentados nessa profissão. Além de se preocupar de verdade com seus alunos (o que falta em boa parte dos professores atualmente). 
Todos esses professores que citei, foram, são e sempre serão marcantes em minha vida. Pode ser que alguns deles eu não veja nunca mais. Mas de certa forma, todos ajudaram a moldar um pouco do que sou hoje. Se metade dos professores tivessem, pelo menos, algumas das características que eles têm, provavelmente a educação no nosso país seria bem diferente. Saibam que vocês são exemplos a serem seguidos. A todos dessa lista um MUITO OBRIGADA!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pensamentos soltos, traduzidos em palavras


Hoje estou reflexiva. Algumas coisas têm acontecido comigo e confesso que estou um pouco confusa. Apesar de ser geniosa e ter uma personalidade forte, sempre fui de me preocupar muito com as pessoas, de prestar ajuda, de me colocar à disposição e de tentar não ter intriga com ninguém. São coisas pequenas, mas que sei que fazem a diferença pra algumas pessoas. Confesso, já tentei ser menos “boazinha”, mas não consegui; é da minha natureza ser assim. Sentimento e modo de agir ingratos às vezes. Muitos não reconhecem ou devem até pensar ser falsidade. Com isso você acaba ficando "no vácuo" com suas atitudes. Existem mais pessoas assim? Amo meus amigos e sei que, aqueles que realmente me têm como amiga também, reconhecem e retribuem. 
Aliás, o que seria de mim sem eles? Existe uma música da Ludmila Ferber que diz “amigo se faz em tempos de paz, mas na angústia é que se prova o seu amor”. Fato. Obrigada, Deus, pelos amigos de verdade que o Senhor me deu. 
Por falar em “amor”: palavra que ultimamente vem sendo usada com tanta frequência, mas muitas vezes da boca pra fora. Amor é coisa séria, se não sente, melhor não pronunciar um “eu te amo”. Não é verdade? 
Enfim...palavras soltas, pensamento soltos...traduzidos em palavras.

domingo, 16 de agosto de 2009

Show do Jota Quest? Quero bis!



Há exatamente uma semana, eu estava no show da banda Jota Quest em Betim. Uma palavra pra resumir? Excelente! Pra quem é fã e pra quem não é fã, é um show bacana de ir! O repertório é variado, tem músicas antigas e novas - incluindo as do último cd,La Plata(2008). Rogério Flausino sabe animar o público e toda a produção do show é ótima. Bom, o show foi aberto com a música "So Special" (que tem quase um minuto de introdução! O que me levou a pensar que eles estavam passando o som,rsrs). Depois cantaram "La Plata", primeiro single do cd novo. Daí passaram às mais velhas cantando "Dias Melhores" e "Encontrar Alguém". Pra divulgar o novo trabalho cantaram a música: "6:30". Depois voltaram a cantar músicas antigas. E isso que eu achei mais legal no show. Eles não deixaram de cantar aquelas músicas que a galera realmente curte. No meio do show Flausino apareceu com uma bandeira de Minas Gerais: quer algo melhor de uma banda mineira pra se fazer num show em Minas?rs E não, o show não acabou! Continuou e prosseguiu por cerca de 40 minutos até finalizar com "Do seu Lado". Não sou super fã do Jota. Sempre gostei muito, mas depois desse show acho que mudei minha opinião,rs. Me orgulho de ver o que vem de Minas fazendo sucesso fora daqui. Eu quero de novo!

domingo, 24 de maio de 2009

A good thing


O que é isto? Aos poucos algo está mudando e tomando um espaço importante dentro de mim. Um sentimento. Não sei explicar o que, nem como, nem por que (impossível fazer um lead disso), só sei que é bom. E, de fato, está me fazendo bem. Um sentimento tão puro, que não me deixa angustiada ou desesperada pensando “o que vai acontecer amanhã?”. É tudo tão natural e ao mesmo tempo tão marcante. Tem me deixado tão feliz! Só me gera um questionamento: será?

Que seja feita a vontade de Deus...

domingo, 17 de maio de 2009

"Saúde e Paz" (?)

Há pouco mais de 4 meses, os prefeitos tomaram posse em todas as cidades do Brasil. Todos eles com promessas de melhoras; cada um, dando uma "injeção de ânimo" na sua população com campanhas caríssimas, imagens lindas, promessas milagrosas e slogans profundamente tocantes. No caso da minha cidade, Betim, o slogan da candidata vencedora foi "Saúde e Paz". Bonito, não é?
Lindo - quando posto em prática.
Há dois meses, boa parte dos funcionários da Prefeitura de Betim estão sem receber seus salários. Ninguém explica o motivo e nem na imprensa isso tem sido divulgado. Enquanto temos um orçamento milionário de cerca de R$ 1 bilhão por ano, uma prefeita que recebe R$19.500 por mês (um dos maiores salários de prefeitos do estado de Minas Gerais) e vivemos em uma cidade que é "um dos principais pólos de concentração industrial de Minas", temos que suportar ver alguns de nossos funcionários sem receber por seu trabalho. Como ter "saúde" se não há como comprar um remedinho, caso precise? Como ter "paz" sem ter dinheiro para pagar as dívidas no fim do mês? Isso dá até insônia. E insônia afeta a saúde.
Consequentemente, é difícil ter "saúde" e "paz"...


obs.:quero deixar claro que, com este post, não estou tomando partido político. Estou fazendo uma denúncia e expondo a minha indignação com tal fato.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vale a pena esperar

Há tanto tempo venho procurando
Venho te chamando
Você existe, eu sei
Em algum lugar do mundo você vive
Vive como eu
Onde eu ainda não fui
Como é o seu rosto?
Qual é o gosto que eu nunca senti?
Qual é o seu telefone?
Qual é o nome que eu nunca chamei?
Se eu esbarrei na rua com você
E não te vi meu amor
Como poderia saber?
Tanta gente que eu conheci
Não me encontrei só me perdi
Amo o que eu não sei de você
Sei que você pode estar me ouvindo
Ou pode até estar dormindo
Do acaso eu não sei
Talvez veja o futuro em seus olhos
Pelo seu jeito de me olhar,
Vou me reconhecer em você

"Você Existe, eu Sei" - Biquini Cavadão

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Só pra começar

Certa vez escutei de uma jornalista: "leia blogs, dessa você formará um olhar mais crítico sobre os fatos". Sou estudante do 3º período de Comunicação Social na PUC Minas. No ano passado tive uma matéria na Universidade chamada Hipermídia e minha ex-professora, Carmen Borges, falava muito da importância que os blogs estavam adquirindo na área da Comunicação atualmente. Foi a partir daí que passei a me interessar mesmo sobre este novo mundo. Comecei a ler blogs. De tanto ler, inventei de criar um pra mim e após enrolar meses, criei este que vocês leem. Na verdade, não sei bem o que escrever no primeiro post, mas vou resumir um pouco qual será a temática deste blog: não haverá uma temática específica,rs. Falarei cada dia sobre um assunto, o que me der vontade de escrever: seja sobre o assunto mais comentado nos jornais ou na mídia, seja sobre algo que tenha acontecido comigo, seja dando a dica de algo bacana tipo um livro, um filme, um vídeo, um site, ou qualquer outra coisa que eu tenha achado interessante. Ora serão assuntos relevantes, ora nem tão relevantes assim - vai depender do ponto de vista de cada um.
É basicamente isso.
Espero que acompanhem. E prometo postar com frequência!

Um abraço!

Sara Lira